Representaciones de la infancia en Río de Janeiro a principios del siglo XX: diálogos entre las crónicas de João do Rio y la obra del médico Arthur Moncorvo Filho
DOI:
https://doi.org/10.37508/rcl.2026.n56a1426Palabras clave:
Historia de la Educación, Infancia, Literatura, João do Río, Arturo Moncorvo FilhoResumen
El objetivo de este artículo es relacionar la cuestión de la infancia con la investigación propuesta por Margarida Souza Neves sobre cartografías simbólicas, que parecen ubicarse en los textos que algunos cronistas formularon sobre la ciudad de Río de Janeiro, en diálogo con las reformas médico-higiénicas que se produjeron en la ciudad a principios del siglo XX. Las referencias se seleccionaron de la colección de la Real Sala de Lectura Portuguesa, mediante búsquedas con el descriptor "infancia". En este estudio, dos intelectuales destacaron como guías de la investigación: el cronista João do Rio (1881-1921), especialmente con el texto Los niños que matan (1909), y el médico Arthur Moncorvo Filho (1871-1944), con Historia de la protección infantil en Brasil (1500-1922) (1927). El análisis de las obras de estos autores respaldó la hipótesis de que, en aquel momento, la protección y asistencia a la infancia constituían una urgencia social, lo que subraya la relevancia de las investigaciones en este campo. De este modo, la valoración de las obras conservadas en la colección Brasiliana de la Real Sala de Lectura Portuguesa dio lugar a una reflexión transdisciplinaria sobre un tema que sigue siendo urgente y necesario en la actualidad.
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