Camões sur les scènes brésiliennes

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DOI :

https://doi.org/10.37508/rcl.2026.nEsp.a1479

Mots-clés :

Luís de Camões – Théâtre, Les Lusiades – adaptation théâtrale, Carlos Queiroz Telles, A viagem, dramaturgie et adaptation

Résumé

Cette étude présente des informations sur trois mises en scène des Lusíadas au Brésil, plus précisément dans des théâtres de la ville de São Paulo. La première a eu lieu en septembre 1972, sous un régime dictatorial ; les deux autres ont été créées respectivement en mars et novembre 2001, dans un contexte démocratique. Leur point commun : les circonstances de leur création, un anniversaire, une commémoration, et la présence de la productrice de théâtre portugaise-brésilienne Ruth Escobar. Chacune des trois productions a bénéficié d’une dramaturgie spécifique – signée Carlos Queiroz Telles, José Rubens Siqueira et Valderez Cardoso Gomes – aboutissant à trois adaptations théâtrales, voire plus, de l’épopée de Camões. Ayant accès aux scripts des trois productions et aux témoignages dactylographiés de deux des adaptations dramaturgiques, toutes deux du dramaturge Carlos Queiroz Telles, j'aborde tout au long de cette étude le processus d'adaptation, cherchant à comprendre les résultats scéniques et dramaturgiques dans leurs contextes historiques et politiques.

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Biographie de l'auteur

Márcio Ricardo Coelho Muniz, Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Professor Titular de Literatura Portuguesa da Universidade Federal da Bahia. É também Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Literatura Portuguesa da Universidade de São Paulo. Atua como Pesquisador Colaborador Externo do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq. Desenvolve pesquisas sobre a dramaturgia quinhentista portuguesa. Publicou, em 2014, uma edição do Teatro de Camões, pela Oficina Raquel, Rio de Janeiro.

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Publiée

2026-09-23

Comment citer

Coelho Muniz, M. R. (2026). Camões sur les scènes brésiliennes. Convergência Lusíada, 37(Esp.), 167–196. https://doi.org/10.37508/rcl.2026.nEsp.a1479